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23 julho 2014

' Entrevista ' - Ribeirinho Nogueira

Olá pessoal.. Andei meio sumida né?!
Mas to de volta, e trouxe pra vocês a entrevista que fiz com uma pessoa muito especial.
Ribeirinho Nogueira, um homem determinado que resolveu viajar pelo mundo de bicicleta, divulgando seu sonho, o Projeto Totipah.
Foram 7 meses de viagem, percorreu 5 países, 8 estados brasileiros; foram 8.100 Km pedalados e 14,260 Km viajados. E não para por ai, pretende pedalar ainda mais.
  • Como nasceu o sonho do Projeto Totipah. 
Bem, já fiz de tudo nessa vida. Trabalhei com muita coisa, e o que me deixou mais feliz foi trabalhar em um hotel cuidando de crianças. Ficava rodeado delas do café da manhã até o jantar, e percebi que tenho magnetismo; controlo 80 pré-adolescentes sem muito esforço.
Passando por um momento muito difícil da minha vida comecei a escrever uma história que se tornou o Livro Totipah. Lendo os meus personagens comecei a me entender, tenho uma concepção de vida e felicidade que vai basicamente contra todas as convenções sociais e morais, contra a visão capitalista e a individualidade. E o sonho de abrir um sítio onde viveremos, isso brilha e faz meu coração pular. Será aberto a todos que precisem, sempre de portas abertas. O foco é em criança carente e especial, porque os traumas são menores e dá pra construir a esperança desde pequenininhos. O desejo de trabalhar com criança especial não é por pena ou achar que são coitadinhos, vejo neles um presente, uma dádiva para percebermos que tudo está errado. Uma criança cega não liga se você é feio ou bonito, ela simplesmente gosta da sua voz, da sua energia; um autista jamais será domado pelas convenções, em seu mundo particular vemos uma diferença selvagem, livre; e por aí vai. Crianças especiais nascem com a diferença para nos mostrar que o mundo pode e deve ser visto com outros olhos. Perto deles eu me sinto normal, me sinto bem; com as crianças em geral me sinto assim, mas elas vão sendo adestradas pela sociedade e pelos pais, pela escola de 4 paredes, quando percebemos, já perderam o brilho e pureza.
Mas onde a viagem de bicicleta pela América do Sul entra em tudo isso? Em outubro do ano passado terminei o que acho ser o Volume I da saga Totipah, e resolvi tentar publicar, mas meus personagens são vivos para mim. Seu Aldenor, um velho incrível de sabedoria, me disse que eu não poderia publicar sem conhecer o lugar que meus personagens passaram. Chile e Bolívia estavam no roteiro. Falei para ele: “Mas como vou? Não tenho dinheiro...”. Ele me disse: “Isso é um problema seu. Você dará um jeito.”. Foi quando pesquisando as possibilidades resolvi ir de bicicleta. O livro Totipah me ensinou que o impossível não existe. E acredito tanto nisso que me lancei sem experiência, sozinho, com pouquíssimo dinheiro; mas meus personagens sabem o que fazem. A viagem me mudou como pessoa, divulgou o blog, o projeto, o livro. Ainda pretendo pedalar mais milhares de quilômetros divulgando tudo, criando público para o livro quando for publicado. Com o livro publicado vou atrás da terra; acredito que ela me encontrará, e possa fundar com passos de formiga o Sítio Totipah, em que todas as crenças se abraçam, onde a transparência é base real de todas as relações, com muita fantasia, com pessoas que acreditam que o mundo não está bom como está e é possível fazer algo diferente... A busca pela felicidade real e plena.

Umas das coisas que admiro em você, é a vontade de trabalhar com crianças especiais.. Em um mundo onde elas são desprezadas, muitas vezes pelos próprios pais.. Pessoas que não entendem, que essas crianças não são especiais por terem alguma deficiência física ou mental.. Mas sim por tudo que elas podem nos ensinar.. Ver o sorriso no rosto dessas crianças, é incrível.. Porque mesmo em meio a tantas dificuldades e privações, elas são capazes de lutar e encontrar a alegria de viver! - Jaque Cunha

Todo mundo pergunta se tenho alguém especial na família. Pior que não, nunca convivi, mas sou apaixonado porque me sinto normal.

O sítio Totipah tem o objetivo de trazer felicidade, sempre observando dons e habilidades, coisas que tragam valor, valorização, auto-estima e independência para as crianças. Todos nascemos com dons, só que nossa sociedade não tem esse foco ou objetivo.


  • Em algum momento alguém (família ou amigos) tentou fazer você desistir desse sonho?
A todo momento, todo mundo. O único que apoiou desde o começo foi o meu pai que é aventureiro e referência de coragem na família. O maior sonho dele é rodar o mundo de veleiro. Mas até ele achou que eu ia desistir nas vésperas. No começo todos acharam que eu era louco. A viagem foi acontecendo, a mobilização começou a me ajudar através de doações, as histórias foram encantando, e hoje me tornei referência de raça, coragem e fé na família. Através de minha poesia mudei minha realidade e o que as pessoas acham de mim. Posso não ter conseguido ainda nenhum dos meus objetivos, mas já sou feliz e já estou satisfeito, e quanto mais eu avanço, mais o mundo gigante vai ficando pequeno; mais o impossível me atrai e me desafia, os limites se desfazem quando estamos dispostos a atravessá-los. Antes 50 km era muito, hoje é coisa pouca;  antes 10 mil km era do outro lado do mundo, agora é do outro lado do rio. Tempo e espaço vão sendo distorcidos quando temos nos pés versos de pura magia. Parece utópico o que estou falando, ou até parece coisa que apenas é dita e não vivida, mas nos momentos mais difíceis eu cantava, eu poetizava minha dor, virava diretor do roteiro da minha vida. Era etérico, dor vira poesia, solidão vira poesia, até a fome que é a mais difícil de superar, vira poesia.

  • Você viajou durante 7 meses.. Foram 14.260 km.. Passou fome, sede, frio, calor, dor, solidão.. Conheceu milhares de pessoas, cada uma com uma história de vida.. O que mudou em sua vida desde os primeiros quilômetros percorridos? 
Acho que muita coisa mudou; mas boa parte de mim era apenas dúvidas, e agora certeza. Tenho uma crença mágica de que somos todos um e conectado com o mundo, sinto mais dores do que felicidade. Quero ser pobre para sempre, ter muita comida para dar para quem precise e amigos para me ajudar; mas não quero dinheiro não quero ascensão. Antes da viagem, meus guias disseram: "Pode ir... Tudo ficará bem..."; mas o mundo racional e estatístico dizia o contrário. Depois de tudo que aconteceu volto inteiro e mais forte, inclusive fisicamente; e realmente tudo ocorreu bem, minha intuição e fé viraram fato e realidade. Mas a questão do dinheiro ficou sempre à tona, sempre quem menos tinha é quem mais queria me ajudar, dividiam a pouca comida; eu virava família em alguns minutos. Entre os que tinham bens materiais e boas condições eu era visto com preconceito, medo; poucos queriam me ajudar, presos em convenções e receio de que eu roubasse algo. Inclusive a Fé é muito mais forte entre quem pouco tem; não julgam, ajudam com o que podem, sabem partilhar.
Quando Jesus falou que é mais fácil um camelo passar no buraco de uma agulha do que um rico ir para o reino dos céus, Ele sabia exatamente o que estava falando; e eu vi isso na prática. Tenho muitas crenças, mas estudei muito a Bíblia antes de viajar; a vida de Jesus foi a que mais inspirou minha viagem; a simplicidade, a missão, o amor... Estar disposto a morrer pelo que acredita. Vi que a Fé entre os que tem boas condições é superficial e contraditória. Como posso eu viver bem, passar por uma família com fome na esquina e nada fazer?



  •  Nos fale um pouco sobre teu livro Totipah.
O livro fala sobre uma energia que conversa, independente de qual deus siga, de qual dogma possui; fala sobre a Luz e a Sombra dentro de cada um. É uma narrativa que fala de magia como eu nunca vi por aí, desmistificando e quebrando preconceitos que muitos possuem por desconhecimento.

Contando as histórias o que vivo na viagem, surgiu a possibilidade de transformar as melhores histórias do blog Ribeirinho Sou em um livro. Ideia que não veio de mim; mas as pessoas tem pedido, tem sugerido, porque é uma outra visão das cicloviagens. Estou mais para andarilho do que para ciclista; e sou um andarilho que tem voz, que sabe contar histórias, tem críticas e argumentos que mexem com muita gente, e isso não parece ser tão comum.


Bom pessoal, é isso.. Quem quiser conhecer mais e acompanhar as viagens do Ribeirinho, é só acessar o blog Ribeirinho sou e a página no Facebook, Projeto Totipah.
Os livros ainda não tem data prevista para lançamento. Ele irá pedalar do Maranhão até o Rio Grande do Sul, depois volta pela praia até a Bahia, e publicará o livro em Salvador.

Até a próxima.. Bjos 

01 julho 2014

' Entrevista ' - Juliana R. S. Daglio


Olá pessoal..  
Na semana passada a Nih liberou um post da entrevista com o autor J. A. Marcos. Nós resolvemos dar continuidade a essa idéia de apresentar a vocês autores Brasileiros que estão iniciando a carreira agora. 
Recebemos algumas indicações e uma delas foi a Juliana Daglio autora do livro "Uma Canção para a Libélula".

Psicóloga Clínica, apaixonada por Psicanálise e viciada em Livros. Desde criança foi vidrada em faz de conta e inventava inúmeros personagens para conversar. Na adolescência, dizia que iria ser uma Libélula. Hoje uma adulta que não ganhou asas de libélula, mas escreveu um livro sobre elas, transformando seus personagens inventados em pessoas reais, embora sejam feitas de tinta e papel.

O tema principal do seu livro é a Depressão. Como surgiu a idéia de abordar um assunto tão complexo como este?
- Primeiro veio meu interesse pessoal. Meu pai sempre sofreu com esse transtorno, e até mesmo eu enfrentei períodos um pouco difíceis. Depois veio o curso de psicologia. Aulas de psicopatologia, psicanálise, que vieram a me esclarecer a Depressão de diversos pontos de vista e me ajudaram a compreendê-la melhor. A escrita do livro aconteceu num período muito difícil para minha família, e foi o que me ajudou a enfrentar tudo e a buscar uma força maior dentro de mim mesma, sobre essa personagem que assombra a vida de tanta gente.

A Depressão é o mal do século, e tem tirado a vida de muita gente!

Sim... Infelizmente. Foi pensando nisso que eu escrevi. Pensei em mostrar aos que tem Depressão, que eles não estão sozinhos, que seu sofrimento é compreendido. E também mostrar a quem está ao redor que a pessoa depressiva não está exagerando, ou com “frescura”, ou querendo chamar a atenção.
O livro é escrito em primeira pessoa, pra que o leitor possa experimentar o sentimentos da personagem.

Você disse que enfrentou períodos difíceis. A personagem Vanessa tem um pouco da sua personalidade? 
- A Vanessa tem um pouco de mim, mas eu a vejo totalmente única. Vejo muito mais diferenças entre nós, do que semelhanças. Eu sou uma pessoa muito carinhosa com todo mundo, gosto de receber afeto e não me incomodo nenhum pouco. Ela é muito fechada, não demonstra sentimentos, vive com a música dela e não acredita em romances. Nossa semelhança está no tamanho do mundo de fantasias. Ela com a música e eu com a literatura. E é claro, nós duas encontramos inspiração nas libélulas.

“Uma Canção para a Libélula” foi escrita em 2 partes. Para quando está previsto a publicação da Parte 2?
- A segunda parte tem previsão para julho de 2015. Sei que é muito tempo! Estou mega ansiosa para todos poderem ter as duas partes em mãos e a mensagem completa que pretendia com a história. Mas eu também gosto de esperas dramáticas. Tentei fazer o final pra garantir a espera ansiosa de todo mundo.

Desde quando começou a escrever o livro, até a publicação se passaram 5 anos. Em algum momento você pensou em desistir desse sonho? 
- Cinco anos!! Foi um período longo e difícil, mas... eu nunca consegui desistir. Tive momentos em que quis colocar na minha cabeça que talvez não fosse dar certo, mas mesmo com a minha razão tentando imperar, meu coração não desistiu.

O seu livro está prestes a ser lançado e vai estar na 23º Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Qual sua expectativa para esses momentos tão importantes? 
- Eu estou muuuito ansiosa! Tem dias que mal durmo pensando em como serão todos esses dias especiais, o que vai acontecer, quem eu vou conhecer... Minha expectativa está positiva demais. Espero conhecer os leitores e que o livro os cative e possa passar uma mensagem verdadeira e de vida. Mas meus pés estão no chão. Estou preparada para criticas, e pronta para filtrar o que for bom e construtivo. Que venham dias bons! Estou de asas abertas.


Sinopse
Era uma comum primavera numa fazenda qualquer, mas um encontro inusitado aconteceu: a Menina e a Libélula se viram pela primeira vez. Assombrada por um medo irracional da Morte, a Menina é marcada por esse encontro para o resto de sua vida. Compõe então uma canção em seu piano, homenageando a misteriosa libélula.
Os anos se passaram, Vanessa vivia em Londres e tinha a vida cercada por seu iminente sucesso como pianista, porém, algo aconteceu, mudando seu destino: Uma doença, uma viagem e um reencontro.
Vanessa precisará encarar fantasmas que sequer lembrava um dia terem assombrado sua vida, tendo de relembrar a morte do irmão e reviver seu conflito com a mãe. E mais importante e mortal, conhecer a grande antagonista de sua vida, a quem chama de Vilã Cinzenta.
De Londres a São Paulo, dos Palcos aos Lagos. “Uma canção para a Libélula” é a história de uma alma perdida e de sua busca por quebrar o casulo de sua existência, para só então compreender o sentido da própria vida. Este livro é um profundo mergulho em uma mente nebulosa, permeada por lagos obscuros e pela inusitada morte; não havendo sequer esperanças.

"Uma Canção para a Libélula" foi publicado pela Editora Deuses e será lançado no dia 5 de Julho às 21 horas no Spazio Verde Hotel em Cerqueira César. E o Lançamento oficial em agosto na 23º Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

O livro já está sendo vendido pelo valor de R$ 29,90 mais o frete. Quem se interessar, é só acessar o blog Menina Libélula.

Bom pessoal, espero que vocês gostem! Eu particularmente me interessei muito por esse livro, e logo ele fará parte da minha coleção! Rsrs’

Até a próxima..


Bjos

25 junho 2014

' Entrevista ' - J.A. Marcos


Olá pessoal... tudo belezinha? Hoje o post é meeega especial ;D
Há algumas semanas atrás conversando com uma amiga (A Jaque, também colaboradora aqui) ela me falou sobre um livro que esta prestes a ser lançado. 



" Estrelas cadentes não dizem adeus " do autor J. A . Marcos. Escritor desde criança, apaixonado por séries, em especial Harry Potter. Casado, pai de dois filhos, extremamente simpático e bem humorado. E melhor de tudo, é brasileiro (já me sinto bem representada hahaha)

Confesso que só de ler o título, a curiosidade já bateu forte, então entrei em contato com ele. De começo achei que ele não fosse responder (mas não custava tentar né), e... (suspense hehe) sim! Ele respondeu.
Depois de algumas trocas de mensagens via: Facebook, ele aceitou trocar idéias com a gente e falar um pouco sobre seu livro. Sem mais enrolação, bora conferir? ;D

O que te inspirou a começar a escrever ?
- Eu sempre gostei muito de escrever. É algo que já vem desde criança. Eu lembro que pegava meus cadernos e ficava criando histórinhas nele. Depois fui vendo que eu podia criar algo mais palpável, com mais conteúdo, e como sempre fui muito viciado em seriados e em cinema me veio a vontade de criar minha própria história. Criar algo com início, meio e fim (?), nem sempre tem um fim né ? rsrsrs. E com o hábito da leitura, principalmente depois de Harry Potter, veio uma vontade ainda maior de escrever, e daí não teve como controlar... ou eu escrevia ou explodia hahaha.

Quando você comunicou a família/amigos que estava trabalhando em um livro, houve quem falasse que é "perda de tempo" ?
- Bom, primeiro eu fiz tudo na surdina. Quando comecei a escrever eu era muito inseguro (ainda sou um pouco, mas bem menos). Eu não sabia se o que eu escrevia era legal, se a forma de apresentar uma história era convincente e se prenderia o público que eu estava proposto a atingir. Como sou muito ansioso eu não consegui esperar muito para testar as opiniões, então peguei os primeiros capítulos de uma saga que eu havia iniciado e comecei a liberar em um blog, semanalmente, afim de testar. Eu não assinava, dizia que era de uma outra pessoa. Daí o pessoal foi gostando e os elogios foram surgindo. Apenas depois disso, quando eu escrevi meu primeiro romance e ele já estava finalizado foi que decidi contar mesmo pra todo mundo sobre escrever. Eu já estava buscando editoras, e muitos deles só souberam que eu de fato escrevia quando eu já estava com contrato assinado e o livro prestes a ser publicado. É realmente complicado você ter um sonho e ver as pessoas com comentários não muito agradáveis, muitos acham que você escreve porque quer ficar milionário, o que nem sempre é verdade. A gente, autor nacional, tem noção da realidade que envolve nossa literatura. Eu escrevo porque gosto, e ponto. Quando eu quiser realmente ficar milionário, eu traduzo ele para outro idioma e tento ganhar em euros rsrsrsrs. Ouvi algumas críticas, mas por outro lado tive quem apoiasse e dissesse que não desistisse, os dois lados da moeda existiram mas o lado positivo pesou mais.

E quem são as pessoas que mais te apoiam ?
Tive grandes amigos me dando força desde o início. Montei um grupo que eu chamo de Betas. Antes mesmo de ler a história eles já apoiavam e botavam toda fé do mundo, acredito que até mais que eu mesmo. Montamos um grupo no face e outro no whats app, eles começaram a ler a saga, foram amando, e dai veio a idéia do romance, que todo mundo aprovou de cara. Eles sempre estiveram dando o apoio que eu precisava, que cada vez que eu levava um não de uma editora eles me estimulavam a não desistir e diziam que eu ia conseguir. Foram muitos "nãos" até chegar um "sim", que veio suado, na participação de um concurso. Esses amigos eu considero como uma família, já que desde o início era o apoio que eu tinha, uma vez que eu não conversava em casa sobre isso. Sou casado e tenho dois filhos, o que significa que se eu ficasse em casa falando sobre o sonho de escrever um livro, de publicar, isso e aquilo, poderia acarretar em problemas, já que sou o sonhador da casa e minha família é do tipo "pé no chão". Eles preferem a realidade, e eu sou mais do mundo da lua. Pra evitar conflitos guardo minhas coisas pra mim, afinal, é complicado morar com uma galera que não curte a Disney como você. Então a gente tem que se virar rsrsrs.

Agora, voltando ao "Estrelas cadentes não dizem adeus". Pelas postagens já percebemos que a personagem principal (Emily) é cega. Houve uma pessoa real ao qual se baseou para criá-la?
A Emily é uma garota linda que tem 23 anos e é cega. Mas é super de bem com a vida, que fique bem claro, sem melancolias hahaha. Quando eu estava na 5º série, eu tinha uma professora de história que assim como a Emily era cega. Ela se chama Luzia e era uma das nossas professoras preferidas. O fato dela ser cega nunca atrapalhou o desempenho dela como profissional, muito pelo contrário, todos ficávamos impressionados com o dinamismo e a inteligência dela, que mesmo com as dificuldades existentes sempre dava um jeito de passar o conteúdo e ministrar uma excelente aula. Enfim, já estava pensando em escrever um romance, uma vez que eu vivia no mundo da fantasia com histórias de anjos, vampiros, bruxos, e afins. De repente veio a mente uma lembrança dessa professora e a história surgiu. Muita coisa do livro eu aprendi com ela, coisas que a gente acha que só acontece em livros e que ela viveu. Foi ai que nasceu a vontade de escrever sobre esse tema, a Emily não tem traços dessa professora, nem a personalidade dela, mas foi a partir do contato que tive, que nasceu o desejo de mostrar algo diferente do que todo mundo já conhece.

Emily foi criada a partir de algumas lembranças da professora Luzia. E os demais personagens, teve algum com um pouco de você?
Eu poderia dizer que tem muito de mim, não diretamente, mas do que eu gostaria de ser. Costumo dizer que alguns personagens são escolhidos a dedo para fazer o que eu gostaria e não tenho coragem. O Mat, por exemplo, que é o rapaz apaixonado pela Emily tem muito de mim. Ele não tem medo de se arriscar (coisa que estou aprendendo a fazer), ele anda de moto (eu queria aprender, mas o medo é maior), ele tem tatuagem (que eu estou aos poucos tentando criar coragem para fazer), ele é super bem-humorado (eu sou um pouco, mas nem chega aos pés dele). Ou seja, o Mat é um pouco de tudo que eu queria ser e a acomodação ou o medo não deixam. Ele é o tipo de amigo que você gostaria de ter, e eu acho que me enquadro nesse aspécto, já que costumo ser amigo dos meus amigos, literalmente. Mas ele tem uma grande tendência a "quebrar a cara", já que com ele não tem meio termo. É insistente e não desiste do que quer. Enfim, esse é o Mat, uma extensão de mim, mas muito bem melhorado, hahaha.

E qual seria a mensagem que você quer transmitir aos seus leitores?
A primeira, divirta-se. A história é empolgante e divertida. A segunda, quebrem seus conseitos e se livrem dos preconceitos. Eu quero mostrar que esse bichinho chamado preconceito está em todo lugar, em toda parte, e que é algo que só existe porque não conhecemos algo suficientemente bem a ponto de se livrar dele. A Emily, mesmo sendo vítima de inumeros preconceitos, também é preconceituosa, ela julga as pessoas que usam tatuagem, por exemplo. Mas a partir do contato com o Mat, a opinião dela vai mudar, e ela vai rever seus conceitos e entender que estava errada. Tudo muda a partir do momento que a gente decide conhecer o outro e ver que ele é mais do que um estereótipo, do que uma idéia. Muita gente poderia ter preconceito pelo fato do Mat ter uma enorme tatuagem, brinco, ser motoqueiro ou coisa do tipo, mas a partir do momento que a gente passa a conhecer ele vai ver a pessoa que de fato é, e que perdemos muito tempo sendo preconceituosos quando podemos aproveitar melhor a companhia das pessoas.

Para finalizar, você poderia deixar algum recado/conselho pro pessoal que também tem esse mesmo sonho de encantar pessoas com suas histórias?
Querer criar uma história, moldar um mundo novo e trazer as pessoas pra dentro do que você criou é bem trabalhoso. Correr atrás de editoras, é bem trabalhoso, mas sabe o que eu digo? Não desista, pois por mais que pareça impossível, é possível sim e a sensação de realização é indescritível. A gente sabe que é um caminho longo e cheio de pedras, mas essas pedras vão nos fortalecendo, os inúmeros "nãos" que a gente recebe nesse percurso, vão nos preparando para o grande e magnífico "Sim". Nunca desistam, porque quando vocês parecerem cansados, o seu sonho vai te dar forças pra levantar e prosseguir. #FicaaDica.



Gostaram galerinha? Estão empolgados (assim como eu) com essa história ? ;D , o livro será lançado no mês que vem (Julho), pela editora Uno, mas não sabemos a data. Também não temos informações sobre sites de compra, quantidades de páginas e etc. Logo após o lançamento do livro, voltaremos com a resenha e mais informações.. Mas caso queiram ficar por dentro é só curtir a página dele J. A. Marcos. Até a próxima!! Beijoos' ;D 

17 outubro 2013

' De blogueira pra blogueiro(a) ' - Qual a hora certa pra contar?

(Foto via Tumblr)

A algumas semanas eu tenho pensado muito em contar pra família, amigos e parentes sobre o blog. Já vi várias meninas que sentem vergonha, ou tem medo da reação da família, por ser nova de mais ou velha de mais. Vi até meninas que queria ter o blog mais instabilizado pra contar.

Eu também tinha/tenho esses pensamentos, confesso que esse meu cantinho é secreto, de todas as pessoas que convivem comigo posso contar no dedo as que sabem do blog, e que acompanha é a apenas uma (eu acho). Mas eu quero mudar, quero divulgar o link do blog no facebook pessoal sem se preocupar com o que vão dizer porque eu gosto desse cantinho e sim isso me faz bem.

Decida a dar esse novo passo com o blog fui bater um papinho com algumas blogueiras e um blogueiro que já deram esse passo, vamos ver como foi?

Minha pergunta a eles foi: Qual a hora certa pra contar pros pais/parentes/amigos que se tem um blog? Tem hora certa?


A Jacqueline Santos do blog Coruja Loira disse que tinha vergonha de contar pros pais por eles gostarem de zoar com a cara dela.
 No começo eu tinha vergonha de falar para os meus pais, pq eles adoram zoar com a minha cara.. mas depois que eles descobriram e perceberam que as pessoas na cidade só me chamavam de Coruja Loira (que é o nome do meu blog) eles passaram a olhar com mais seriedade para o assunto e hoje falam pra todo mundo que sou blogueira e se orgulham disso rsrs
E disse também que acha bom o apoio da família e amigos.
Eu acho! Adoro quando minha família e amigos me apoiam! Ainda mais com o blog que é algo que gosto tanto e que já faz parte da minha vida. Acho que não existe forma correta, fale com naturalidade, e uma coisa que sempre digo, seja lá o que for, é melhor os pais saberem por meio de você do que pela boca dos outros.


Já a Rafaele Sampaio do blog No Rules disse que contou primeiro pra irmã, e só depois de um tempo contou pra mãe.

Foi assim... usn 3 meses depois eu contei só pra minha irmã. E depois de 9 meses com o blog ele começou a lucrar ai eu comecei a divulgar... e contei pra minha família  E hoje trabalho com isso. Eu não contei no começo porque não levava fé que o blog iria crescer.
Ela contou também a reação da mãe ao saber.
Ela disse que desde que mesmo com o blog eu fizesse faculdade eu poderia continuar com o blog. Porque logo quando comecei a $ eu falei. Ai a mãe assim como assim, desde quando tens o blog? hahaha ai eu contei e todos aceitaram. 


Já com a Natália Gonçalves do blog Simplismente Menina as coisas foiram diferente, ela 
teve a ajuda da mãe desde do começo do blog.
Acho mega legal. Minha mãe que me ajudou a escolher o nome do meu blog  Ela opina se gostou do design dele, se os posts que faço ficaram legais ou não, tem vez que ela até escolhe as fotos pra colocar no post heheh
E assim como a Jacqueline ela acha importante a ajuda da família.
Acho mega importante, porque assim, me dá mais vontade de fazer o que gosto. Eu tinha uma amiga que nem ligava pro que eu falava do blog, sabe. Isso me desanimava de maaaais. Daí conheci minha amiga Carol e meu amigo Ormando, e assim, foram essências na minha vida, porque os dois me motivam muito, saem na rua comigo pra gravar videos e fotografar looks, ajudam na divulgação e tudo mais. Sem contar que minha irmã também já foi blogueira e me ajuda, minha mãe nunca chegou em mim e disse pra eu parar com o blog porque isso não me levaria a nada. O máximo que ela disse, foi pra eu colocar os estudos em primeiro lugar, porque eu estava colocando o blog. Mas sempre me apoiou.

E o Igor Cavalcante do blog Click também deu a opinião sobre o assunto.
Não tem hora certa. A hora certa é quando você tiver pronto pra dizer.
Ele contou também o que a mãe disse ao saber que ele tem um blog.
A primeira coisa que minha mãe falou foi: Sabia que da pra ganhar dinheiro com isto!


Já deu pra perceber que vai de cada um né?! :)
Mas conversar com essa turma me tirou muitas dúvidas.
Mas e vocês me respondam essa perguntinha também.

' Qual a hora certa pra contar pros pais/parentes/amigos que se tem um blog? Tem hora certa? '



' Bjos. Até a próxima!
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